O Atelier surgiu em 1993 nas antigas dependências do Laboratório Pharmaceutico Piratininga, do qual incorporou o nome. O grande galpão dos anos 30, localizado na Alameda Barros nº 122, em Santa Cecília, abrigou inicialmente um pequeno grupo de jovens artistas que buscavam um espaço de trabalho onde pudessem dar continuidade à experiência coletiva que alguns já tinham vivido em ateliês públicos (como o do Museu Lasar Segall, o Atelier Experimental Francesc Domingues, do MAC e o atelier de gravura da ECA, orientado pelo artista Evandro Carlos Jardim). Giorgia Volpe, que vive atualmente em Quebec, Canadá, foi a primeira aglutinadora do grupo, convidando colegas para reunirem-se a ela no velho galpão, cedido pelo proprietário, o sr. Joaquim Janarelli. Após um ano e meio aproximadamente, várias pessoas já haviam passado pelo local, mas um grupo mais permanente começava a se constituir e amadurecer a idéia de organizar um atelier coletivo onde, através de ações cooperativas, pudesse garantir não só um espaço comum de trabalho, mas formar um núcleo voltado para a troca de idéias e um canal livre e direto de interação dos artistas com a cidade. Este grupo fundamental era formado por Ana Calzavara, Armando Sobral, Eliana Anghinah, Ernesto Bonato, Giorgia Volpe, Lilian Kawakami, Noeli Pomeranz e Paulo Camilo Penna. O ano de 1995 foi dedicado a construção deste projeto. Os ateliês foram organizados por técnica: gravura em metal, madeira, papel feito à mão, fotografia, pintura, além de um amplo espaço dedicado à montagem de exposições, trabalhos de instalação e performance. Todos os ateliês eram coletivos e os artistas podiam transitar por eles em função dos projetos com os quais encontravam-se envolvidos no momento. O acesso ao Piratininga era completamente aberto a qualquer artista que se apresentasse com um projeto de trabalho, com vontade de participar da construção do lugar e que tivesse condições de contribuir com os gastos de manutenção do espaço. Ao final do ano, foi organizada uma exposição no próprio Atelier, que reuniu trabalhos de vários artistas e contou com a participação de muitos colaboradores. A maior parte das obras foi criada para o espaço específico do Atelier, assim como as imagens criadas para uma publicação lançada na ocasião (que contou ainda com um texto de educador e do futuro diretor do Centro Cultural São Paulo, Prof. Martin Grossmann). À exposição, seguiu-se um debate sobre as possibilidades de ação de artistas em espaços não-institucionais. Nos anos seguintes, o grupo intensificou o trabalho na mesma direção, participando de simpósios e intercâmbios internacionais, realizando exposições e encontros com artistas em seu espaço(projeto Encontros no Pira), estabelecendo contato com estudantes, artistas e instituições culturais. Nesse período, o grupo original sofreu alterações com a viagem de alguns de seus integrantes. Em 1999 o Atelier Piratininga transferiu-se para a Vila Madalena com o objetivo de estruturar suas oficinas de forma profissional e oferecer maior facilidade de acesso aos freqüentadores. Coordenado por Armando Sobral, Eliana Anghinah, Ernesto Bonato e Miguel Bonato, o novo espaço de trabalho foi planejado para a prática simultânea e integrada de vários artistas. Ao mesmo tempo, os projetos coletivos de intercâmbio artístico, exposições e educação continuaram ocorrendo continuamente. O projeto itinerante de exposição-álbum-palestras-workshop-residência de artistas Trilingüe ABC gravura atual, envolvendo 13 artistas do Atelier Piratininga, do Zona Imaginaria (Argentina) e do Presse Papier (Canadá); os diversos workshops e palestras, o programa Aberto para Artistas e as exposições ocorridas entre 1999 e 2001 evidenciam a continuidade do projeto coletivo do Atelier Piratininga. A partir de 2002 o Piratininga passa a ser coordenado apenas pelo artista Ernesto Bonato, embora preserve o seu projeto de atelier coletivo, mantendo seu espaço aberto para exposições de diversos artistas (Corredorgaleria), cursos, projetos de intercâmbio individuais e de grupos, como o “Ação na Pagú, o “Projeto Lambe-Lambe” e “Mundividência”, em parceria com o Atelier Espaço Coringa, coletivo atuante entre 1998 e 2008, “Travessa Santana” em parceria com a AJA, “L’Art Roman vu du Brésil”, com grupo de terça.
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O Piratininga é um atelier gerido por artistas com o propósito de compartilhar espaço de trabalho, informação, idéias, projetos artísticos e educativos. Em seus dezenove anos de existência, organizou e participou de várias exposições no Brasil e no exterior, encontros com artistas, workshops, cursos, projetos de intercâmbio, simpósios e publicações, envolvendo inúmeros parceiros e colaboradores. Além disso, abrigou dezenas de artistas que desenvolveram projetos de curta ou longa duração em seu espaço.
Histórico do Atelier
O Atelier surgiu em 1993 nas antigas dependências do Laboratório Pharmaceutico Piratininga, do qual incorporou o nome. O grande galpão dos anos 30, localizado na Alameda Barros nº 122, em Santa Cecília, abrigou inicialmente um pequeno grupo de jovens artistas que buscavam um espaço de trabalho onde pudessem dar continuidade à experiência coletiva que alguns já tinham vivido em ateliês públicos (como o do Museu Lasar Segall, o Atelier Experimental Francesc Domingues, do MAC e o atelier de gravura da ECA, orientado pelo artista Evandro Carlos Jardim). Giorgia Volpe, que vive atualmente em Quebec, Canadá, foi a primeira aglutinadora do grupo, convidando colegas para reunirem-se a ela no velho galpão, cedido pelo proprietário, o sr. Joaquim Janarelli. Após um ano e meio aproximadamente, várias pessoas já haviam passado pelo local, mas um grupo mais permanente começava a se constituir e amadurecer a idéia de organizar um atelier coletivo onde, através de ações cooperativas, pudesse garantir não só um espaço comum de trabalho, mas formar um núcleo voltado para a troca de idéias e um canal livre e direto de interação dos artistas com a cidade. Este grupo fundamental era formado por Ana Calzavara, Armando Sobral, Eliana Anghinah, Ernesto Bonato, Giorgia Volpe, Lilian Kawakami, Noeli Pomeranz e Paulo Camilo Penna. O ano de 1995 foi dedicado a construção deste projeto. Os ateliês foram organizados por técnica: gravura em metal, madeira, papel feito à mão, fotografia, pintura, além de um amplo espaço dedicado à montagem de exposições, trabalhos de instalação e performance. Todos os ateliês eram coletivos e os artistas podiam transitar por eles em função dos projetos com os quais encontravam-se envolvidos no momento. O acesso ao Piratininga era completamente aberto a qualquer artista que se apresentasse com um projeto de trabalho, com vontade de participar da construção do lugar e que tivesse condições de contribuir com os gastos de manutenção do espaço. Ao final do ano, foi organizada uma exposição no próprio Atelier, que reuniu trabalhos de vários artistas e contou com a participação de muitos colaboradores. A maior parte das obras foi criada para o espaço específico do Atelier, assim como as imagens criadas para uma publicação lançada na ocasião (que contou ainda com um texto de educador e do futuro diretor do Centro Cultural São Paulo, Prof. Martin Grossmann). À exposição, seguiu-se um debate sobre as possibilidades de ação de artistas em espaços não-institucionais. Nos anos seguintes, o grupo intensificou o trabalho na mesma direção, participando de simpósios e intercâmbios internacionais, realizando exposições e encontros com artistas em seu espaço(projeto Encontros no Pira), estabelecendo contato com estudantes, artistas e instituições culturais. Nesse período, o grupo original sofreu alterações com a viagem de alguns de seus integrantes. Em 1999 o Atelier Piratininga transferiu-se para a Vila Madalena com o objetivo de estruturar suas oficinas de forma profissional e oferecer maior facilidade de acesso aos freqüentadores. Coordenado por Armando Sobral, Eliana Anghinah, Ernesto Bonato e Miguel Bonato, o novo espaço de trabalho foi planejado para a prática simultânea e integrada de vários artistas. Ao mesmo tempo, os projetos coletivos de intercâmbio artístico, exposições e educação continuaram ocorrendo continuamente. O projeto itinerante de exposição-álbum-palestras-workshop-residência de artistas Trilingüe ABC gravura atual, envolvendo 13 artistas do Atelier Piratininga, do Zona Imaginaria (Argentina) e do Presse Papier (Canadá); os diversos workshops e palestras, o programa Aberto para Artistas e as exposições ocorridas entre 1999 e 2001 evidenciam a continuidade do projeto coletivo do Atelier Piratininga. A partir de 2002 o Piratininga passa a ser coordenado apenas pelo artista Ernesto Bonato, embora preserve o seu projeto de atelier coletivo, mantendo seu espaço aberto para exposições de diversos artistas (Corredorgaleria), cursos, projetos de intercâmbio individuais e de grupos, como o “Ação na Pagú, o “Projeto Lambe-Lambe” e “Mundividência”, em parceria com o Atelier Espaço Coringa, coletivo atuante entre 1998 e 2008, “Travessa Santana” em parceria com a AJA, “L’Art Roman vu du Brésil”, com grupo de terça.
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